cem ideias passam
pela cabeça
qual descrever?
reflexão de todo poeta:
qual palavra lapidar
para vida dar a poesia?
quarta-feira, 26 de agosto de 2009
terça-feira, 25 de agosto de 2009
Folhas migratórias
viajam pelas tantas
aqui acolá
folhas migratórias:
borboleteiam
vagueiam
pelas ruas
d’aqui e acolá
nos outonos
e invernos
da vida
insólita
e solitária.
aqui acolá
folhas migratórias:
borboleteiam
vagueiam
pelas ruas
d’aqui e acolá
nos outonos
e invernos
da vida
insólita
e solitária.
quarta-feira, 19 de agosto de 2009
Noite no céu plúmbeo
Noite cinzentada
a ecoar os sons:
da chuva metalizada
do vento a assoviar
a varrer
as folhas secas
derribadas
cansadas
de esperar
pelos pássaros
inquietos
sempre a migrar...
noite no céu plúmbeo
de outono chuvoso
de vento nervoso
sempre a vagar...
a ecoar os sons:
da chuva metalizada
do vento a assoviar
a varrer
as folhas secas
derribadas
cansadas
de esperar
pelos pássaros
inquietos
sempre a migrar...
noite no céu plúmbeo
de outono chuvoso
de vento nervoso
sempre a vagar...
terça-feira, 11 de agosto de 2009
Reflexão
do jogador:
a cesta
do trabalhador:
a sesta
um tira
o outro
põe.
a cesta
do trabalhador:
a sesta
um tira
o outro
põe.
segunda-feira, 10 de agosto de 2009
[In] sonia
[in] sonia
quase não dormi
divagar é mania:
pensar na poesia
que não escrevi
na mudez da madrugada:
vaga lume
vaga lembrança
vagação
das ideias
[in] sonia
dormem as ideias...
quase não dormi
divagar é mania:
pensar na poesia
que não escrevi
na mudez da madrugada:
vaga lume
vaga lembrança
vagação
das ideias
[in] sonia
dormem as ideias...
domingo, 9 de agosto de 2009
Pai
Do seu gene
muito herdei:
seus olhos, boca,
temperamento.
pai?
gera vida,
ensina, educa...
ama, castiga!
dia do pai
é todo dia
e toda noite
hora a hora: pai.
Pai?
papai, paizinho...
marido, filho,
tio, irmão,
avô, neto,
pai.
muito herdei:
seus olhos, boca,
temperamento.
pai?
gera vida,
ensina, educa...
ama, castiga!
dia do pai
é todo dia
e toda noite
hora a hora: pai.
Pai?
papai, paizinho...
marido, filho,
tio, irmão,
avô, neto,
pai.
quarta-feira, 5 de agosto de 2009
Saudade
Saudade da boca
que outrora
não beijei
E do afago
da mão
da qual não provei
o toque
Das mãos espalmadas,
do silêncio,
do encontro dos olhos.
do sim:
eu te amo!
Saudade:
do passeio
de fim de tarde
pelo qual não passamos.
Saudade, sim,
do sonho,
que trouxe
a lembrança,
o beijo
e do afago
não dados.
que outrora
não beijei
E do afago
da mão
da qual não provei
o toque
Das mãos espalmadas,
do silêncio,
do encontro dos olhos.
do sim:
eu te amo!
Saudade:
do passeio
de fim de tarde
pelo qual não passamos.
Saudade, sim,
do sonho,
que trouxe
a lembrança,
o beijo
e do afago
não dados.
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