Invento em meus sonhos, um novo horizonte,
Vagamente, vontades vejo:
Amar-te, beijar-te a fronte
No novo encontro de meu desejo.
sexta-feira, 13 de novembro de 2009
quarta-feira, 11 de novembro de 2009
Que Deus é este?
"Precisamos do Cristo não porque os homens se esquecem de ter fé, mas porque, com frequência, eles abandonam a Razão e cedem ao horror." Reinaldo Azevedo*
Cristo está em nós
estendamos as mãos
aos negros, aos pobres
sofridos
aos que pouco tem
e nada esperam
estendam as mãos
cristãos
brilhem o Cristo vivo
para que nações, tribos
povos, línguas
desfrutem de seu amor
e sua misericórdia
miseráveis homens,
mulheres, crianças
morrem
morrem esperanças,
amanhãs
Cristo vive
façamos brilhar
sua glória
Ele está presente
em nós
para nós
e outros
estendam as mãos
multipliquem-se
enchei de graça o mundo
nem horror
fome, guerra,
miséria
apenas graça
e amor
amor que falta
à razão,
à fé...
nem horror
fome, guerra,
miséria
apenas graça
e amor
amor que falta
à razão,
à fé...
* Azevedo, Reinaldo. Que Deus é este? IN: Veja de 24 de dezembro de 2008
segunda-feira, 9 de novembro de 2009
Fiat lux
fez-se luz
por mais um dia
e como irradia
Jesus
nos corações!
por mais um dia
e como irradia
Jesus
nos corações!
terça-feira, 3 de novembro de 2009
Tudo novo
Enfim
um novo dia
gorjeiam os pássaros
o sol alumia
na manhã
o brilho dos olhos
da esperança
a aquecer nossos corações
corações aflitos
perseguidos
mas nasce
um novo dia
uma nova canção
uma nova vida
se renova
no novo sol
da manhã:
tudo novo
surge novo cântico
novo verbo
novas vozes
a entoar
novos cânticos
ao novo e velho Senhor!
um novo dia
gorjeiam os pássaros
o sol alumia
na manhã
o brilho dos olhos
da esperança
a aquecer nossos corações
corações aflitos
perseguidos
mas nasce
um novo dia
uma nova canção
uma nova vida
se renova
no novo sol
da manhã:
tudo novo
surge novo cântico
novo verbo
novas vozes
a entoar
novos cânticos
ao novo e velho Senhor!
segunda-feira, 19 de outubro de 2009
Mil dias
minh'alma em ti repousa
quando das tribulações
teu Espírito traz calmaria
viveria em ti mil infindos dias
num sempre repousar
pois que das pedras
não me livras
mas sobre a Rocha:
Cristo
faz-me morar
ah! que venham tempestades,
dores, sofrer
ainda em ti viveria mil infindos dias
porque de Cristo
e para isto
quero viver.
quando das tribulações
teu Espírito traz calmaria
viveria em ti mil infindos dias
num sempre repousar
pois que das pedras
não me livras
mas sobre a Rocha:
Cristo
faz-me morar
ah! que venham tempestades,
dores, sofrer
ainda em ti viveria mil infindos dias
porque de Cristo
e para isto
quero viver.
sexta-feira, 16 de outubro de 2009
Somos casa
é tempo de evangelizar
anunciar às nações
tribos e línguas:
do Espírito somos templo
se de Deus ouvimos
a voz a chamar:
- vem alma cansada
beba da água da vida
sacie a fome com o pão
do céu: Jesus
do meu mundo farei de ti luz
e voz da anunciação
pedras, tropeços encontrarão
prometo, contudo, de ti jorrar:
amor, perdão, multiplicação
de mãos estendidas a orar
de misericórdia, de compaixão
saia a pregar
deixe minha voz em ti falar:
minha carga é leve
suave é meu jugo
quando o Espírito
em ti habitar.
anunciar às nações
tribos e línguas:
do Espírito somos templo
se de Deus ouvimos
a voz a chamar:
- vem alma cansada
beba da água da vida
sacie a fome com o pão
do céu: Jesus
do meu mundo farei de ti luz
e voz da anunciação
pedras, tropeços encontrarão
prometo, contudo, de ti jorrar:
amor, perdão, multiplicação
de mãos estendidas a orar
de misericórdia, de compaixão
saia a pregar
deixe minha voz em ti falar:
minha carga é leve
suave é meu jugo
quando o Espírito
em ti habitar.
quarta-feira, 14 de outubro de 2009
Insight
palavras:
voam pelo tempo
catando o vento
colhem tempestades
vontades
de surgir
numa epifania
numa alegria
do simples
mais simples
que for o surgir
apenas palavras
simplesmente palavras...
voam pelo tempo
catando o vento
colhem tempestades
vontades
de surgir
numa epifania
numa alegria
do simples
mais simples
que for o surgir
apenas palavras
simplesmente palavras...
terça-feira, 6 de outubro de 2009
Olhagem
vi ao longe
numa baça visão
o sorriso d'um homem
de olhagem
seria o mesmo
de outrora?
que de amor
não me matava
austero, desamoroso:
matou-me o pai
e o amor por ele
seria o mesmo
de outrora?
só de olhagem?
baça visão
oásis desértico
de solidão.
numa baça visão
o sorriso d'um homem
de olhagem
seria o mesmo
de outrora?
que de amor
não me matava
austero, desamoroso:
matou-me o pai
e o amor por ele
seria o mesmo
de outrora?
só de olhagem?
baça visão
oásis desértico
de solidão.
domingo, 4 de outubro de 2009
Mosaico
Falando do nós surgiram-me os seguintes versos:
cacos de mim
de vocês
de nós
surgiram-me:
nasci
nasci no outro
do outro
em mim
rompi minha crisálida
irrompi em mim
de mim
de você
em você
de nós
em nós
cacos miscelânicos...
cacos de mim
de vocês
de nós
surgiram-me:
nasci
nasci no outro
do outro
em mim
rompi minha crisálida
irrompi em mim
de mim
de você
em você
de nós
em nós
cacos miscelânicos...
sexta-feira, 2 de outubro de 2009
Coisificação do eu
coisifiquei-me
para me sentir
sentir-me objeto
de mim mesmo
do outro
e do outro
coisificar-se
é assim:
ser parte
do todo
e do todo
ser nada
do nada
ser coisa
alguma
alguma coisa
que sentido faça
e que me faça
sentir...
para me sentir
sentir-me objeto
de mim mesmo
do outro
e do outro
coisificar-se
é assim:
ser parte
do todo
e do todo
ser nada
do nada
ser coisa
alguma
alguma coisa
que sentido faça
e que me faça
sentir...
quarta-feira, 30 de setembro de 2009
Colóquio
Chuva que chove sem parar
vento que varre sem cessar
palavras vagueiam aqui acolá
vidraças baças:
trem, ônibus, metrô
enquanto sufocados os passageiros
vagueiam nas palavras; nos olhares:
decotes, pernas, paisagem cinza, chuvosa;
nos pensamentos: compra, conta, cama...
e chove chuva sem parar
e varre vento sem cessar!
vento que varre sem cessar
palavras vagueiam aqui acolá
vidraças baças:
trem, ônibus, metrô
enquanto sufocados os passageiros
vagueiam nas palavras; nos olhares:
decotes, pernas, paisagem cinza, chuvosa;
nos pensamentos: compra, conta, cama...
e chove chuva sem parar
e varre vento sem cessar!
segunda-feira, 28 de setembro de 2009
Impressões
O estar perto imprime o diálogo sem compromisso
impressões se fundem, se calam
sentimentos se traduzem no olhar,
no sorriso, nas lágrimas
personificação dos silêncios.
Noite alta, céu plúmbeo, lua obscurecida
ideias se fundem, se calam
o estar perto, bem perto
traduz a realidade: o desejo
de apenas ali estar
ao lado de quem se ama
e de quem quer estar perto,
bem perto. A dividir: sonhos,
ideais, medos, desejo de ser,
de fazer, de dividir, de compartilhar.
impressões se fundem, se calam
sentimentos se traduzem no olhar,
no sorriso, nas lágrimas
personificação dos silêncios.
Noite alta, céu plúmbeo, lua obscurecida
ideias se fundem, se calam
o estar perto, bem perto
traduz a realidade: o desejo
de apenas ali estar
ao lado de quem se ama
e de quem quer estar perto,
bem perto. A dividir: sonhos,
ideais, medos, desejo de ser,
de fazer, de dividir, de compartilhar.
domingo, 27 de setembro de 2009
Os sentidos
És como o vento
uma brisa suave, constante
a soprar na minha janela
presença que me basta, alegra,
diáfana: traz em si a vida,
a água, a luz, a plenitude
não se aparte de mim
pois tua vida fundiu-se a minha
sem tua existência nada é,
nada foi, nada será.
uma brisa suave, constante
a soprar na minha janela
presença que me basta, alegra,
diáfana: traz em si a vida,
a água, a luz, a plenitude
não se aparte de mim
pois tua vida fundiu-se a minha
sem tua existência nada é,
nada foi, nada será.
terça-feira, 22 de setembro de 2009
Insurge
Em sonhos tua imagem me surge
Tão límpida, tênue
como se Deus estivesse
a responder minha prece
de ver-te plena, completa.
Tão límpida, tênue
como se Deus estivesse
a responder minha prece
de ver-te plena, completa.
quarta-feira, 16 de setembro de 2009
O sabiá
Lá fora gorjeia o sabiá
a espera que outro responda,
ao longe, a outro a dizer
que chuva não haverá
porque alto brilha o sol
e resplende na natureza:
a primavera,
que os primeiros
sinais faz vicejar:
melros, sanhaços,
andorinhas, ipês
roxos, rosas, amarelos
primaveras,
orquídeas multicolores
e o sabiá gorjeia
porque chuva não haverá.
a espera que outro responda,
ao longe, a outro a dizer
que chuva não haverá
porque alto brilha o sol
e resplende na natureza:
a primavera,
que os primeiros
sinais faz vicejar:
melros, sanhaços,
andorinhas, ipês
roxos, rosas, amarelos
primaveras,
orquídeas multicolores
e o sabiá gorjeia
porque chuva não haverá.
terça-feira, 15 de setembro de 2009
Impressão
Tragédias perpassam a realidade
pés descalços do ir e vir
vagar a esmo; a espera
do milagre: da multiplicação
da boa vontade, das mãos
estendidas ao que pouco tem
e pouco espera.
pés descalços do ir e vir
vagar a esmo; a espera
do milagre: da multiplicação
da boa vontade, das mãos
estendidas ao que pouco tem
e pouco espera.
segunda-feira, 14 de setembro de 2009
[di] vagação
além-mar sigo
rumo aquém
do horizonte
visão limitada
do ilimitado
monte
monte: de areia
de amor
de sereia
de odor
de má vontade
de seguir além-mar
de persistir no amar
amar:
a areia
o amor
a sereia
o odor
do ilimitado horizonte
a me espreitar.
rumo aquém
do horizonte
visão limitada
do ilimitado
monte
monte: de areia
de amor
de sereia
de odor
de má vontade
de seguir além-mar
de persistir no amar
amar:
a areia
o amor
a sereia
o odor
do ilimitado horizonte
a me espreitar.
quinta-feira, 10 de setembro de 2009
[in] dependência
carta de alforria
da tal liberdade
ria
regozije
vivemos livres
de quê?
[in] dependência
da boa ou da má
vontade
da mãe pátria
da vontade
de ser
o que não é
do sonho
que se sonha
toda noite
toda vida
vontade
de ser
o que não se pode
de querer
o que não tem:
independência
porque vivemos
[in] dependência
da boa ou da má
vontade
da maledicência
descomunal
dos políticos
afinal
viver
[in] dependência
não é
de todo
mau...
da tal liberdade
ria
regozije
vivemos livres
de quê?
[in] dependência
da boa ou da má
vontade
da mãe pátria
da vontade
de ser
o que não é
do sonho
que se sonha
toda noite
toda vida
vontade
de ser
o que não se pode
de querer
o que não tem:
independência
porque vivemos
[in] dependência
da boa ou da má
vontade
da maledicência
descomunal
dos políticos
afinal
viver
[in] dependência
não é
de todo
mau...
sexta-feira, 4 de setembro de 2009
Escolha
qualqueres
ou quaisquer
que sejem
as palavras
para rima
que sejam
escolhidas
no eixo
do paradigma
e se unam
no sintagma
do velho
português:
a última flor
do Lácio
ócio
do ofício
do poeta
mal trapilho
mal amado
mal pago
mal entendido.
ou quaisquer
que sejem
as palavras
para rima
que sejam
escolhidas
no eixo
do paradigma
e se unam
no sintagma
do velho
português:
a última flor
do Lácio
ócio
do ofício
do poeta
mal trapilho
mal amado
mal pago
mal entendido.
terça-feira, 1 de setembro de 2009
Memórias de um certo português
o velho de minha história:
tez ruborizada
voz gaguejante
olhos azuis
linhas do tempo...
longos braços
a narrar
reminiscências
e dissidências
da História.
tez ruborizada
voz gaguejante
olhos azuis
linhas do tempo...
longos braços
a narrar
reminiscências
e dissidências
da História.
Assinar:
Postagens (Atom)